sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Crítica de Cinema: Cinquenta Tons Mais Escuros

Título: Cinquenta Tons Mais Escuros
Atores Principais: Dakota Johnson, Jamie Dornan
Gênero: Romance
Direção: James Foley
Duração: 1h58min
Lançamento: 09 de fevereiro de 2017
País: Estados Unidos
Avaliação: ✩✩ 

Sinopse: Incomodada com os hábitos e atitudes de Christian Grey (Jamie Dornan), Anastasia (Dakota Johnson) decide terminar o relacionamento e focar no desenvolvimento de sua carreira. Ele, no entanto, não desiste tão fácil e fica sempre ao seu encalço, insistindo que aceita as regras dela. Tal cortejo acaba funcionando e ela reinicia o relacionamento com o jovem milionário, sendo que, aos poucos, passa a compreender melhor os jogos sexuais que ele tanto aprecia.

Crítica: A trilogia 50 Tons de Cinza foi toda lançada em menos de seis meses em 2012, e eu li todos os livros em sua época de lançamento, e os reli muitas e muitas vezes. 50 Tons Mais Escuros sempre foi meu livro preferido, é nele que acontecem os principais acontecimentos da série mas, apesar de terem feito um bom trabalho para um adaptação cinematográfica, isso acabou sendo um dos pontos negativos, afinal era muitas informações para serem explicadas, muitas cenas importantes que precisavam aparecer e apenas 2 horas de filme.



A sequência de 50 Tons de Cinza começa semanas depois do final do primeiro filme, e Christian Grey está tentando achar uma forma de convencer Anastácia a voltar com ele, e está tendo pesadelos com dua infância horrível, e sente que precisa cada vez mais da mulher que o deixou. Enquanto isso, Ana começou em um novo emprego numa editora em Seattle, sua melhor amiga está em uma viagem de formatura com o irmão de Christian, Elliot, e a garota está tentando evitar o ex-namorado a qualquer custo e seguir sua nova vida.



Isso muda quando eles se encontram não tão por acaso na exposição de fotografias de José, amigo de Ana, e quando Christian compra uma coleção de 6 fotos tiradas pelo amigo da jovem, que era apaixonado por ela no primeiro filme, ela acaba aceitando ir jantar com ele. Grey fala que fará tudo pra ficar com ela, mesmo que isso signifique que não haverá mais regras, ela aceita e eles começam um nova fase do relacionamento deles, tentam balancear o mundo de Christian com partes de um relacionamento normal para os conceitos de Ana.



Mas apesar de estarem começando a se entenderem entre si, muitos problemas externos aparecem para tentar separar os dois: Elena, a mulher mais velha que ingressou Christian na vida BDSM quando ele era adolescente, que ainda é muito amiga e sócia dele em um salão de beleza, deixa bem claro que não aprova a relação dos dois e quer que Ana o abaondone; Jack, o chefe de Ana na editora em que ela trabalha, e que agora pertence a Christian, tenta abusar da garota se aproveitando de sua posição superior; Leila, uma ex-submissa de Grey que após a morte do marido está com sérios problemas psicológicos, começa a perseguir Anastácia e se torna um ameaça a vida dela. E além do casal ter que lidar com todos essas adversidades, Ana ainda tenta entender e ajudar Christian a superar todos os problemas e traumas que ele tem desde sua infância, que faz ele ter as necessidades que ele apresenta hoje, e com outras fortes emoções, como um acidente de helicóptero, ela tenta descobrir se seu amor pelo dominador é forte o suficiente para superar a tudo isso.



O filme até que é bom, mas eles tiverem que encurtam tanto tantas partes importantes, que sinceramente eu não sei se conseguiria entender tudo o que estava acontecendo se não tivesse lido o livro. As partes de Leila e Elena foram bastante diminuídas, mostrando muito pouco os problemas que elas causaram, e o psicologo de Grey (que eu adorava no livro) foi totalmente cortado, assim como o irmão de Kate, que acabava por namorar Mia. Em contra partida o filme fez um ótimo trabalho pondo pontos de humor ao longo da história, e inclusive fazendo graça de si mesmo em vários momentos. Jamie Dornan também conseguiu melhorar bastante na atuação nesse filme, tendo muito mais expressão (talvez porque nesse filme o Christian não precisa ficar o tempo todo com aquela cara de sofrimento interno?), e eles foram capazes de balancear muito bem as cenas fofas de casal, com as cenas mais dramáticas, e com as cenas de sexo, que continuam sendo muito bem feitas. O filme não está entre as minhas adaptações preferidas, mas também não ficou entre as piores, já que realmente é muita informação que existia no livro para pouco tempo de tela, e ele conseguiu ser uma boa sequência para o primeiro filme (que conseguiu sintetizar bem mais suavemente a história), e me deixou bem ansiosa para o terceiro filme,  50 Tons de Liberdade, que tem lançamento previsto para 09 de fevereiro de 2018.

Veja o trailer do filme:

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