domingo, 22 de janeiro de 2017

Crítica de Cinema: La La Land - Cantando as Estações


Título: La La Land -  Cantando as Estações
Título Original: La La Land
Atores Principais: Emma Stone, Ryan Gosling
Gênero: Musical
Direção: Damien Chazelle
Duração: 2h08min
Lançamento: 13 de janeiro de 2017
País: Estados Unidos
Avaliação: ✭♥

Sinopse: Ao chegar em Los Angeles o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) conhece a atriz iniciante Mia (Emma Stone) e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem fama e sucesso.

Crítica: Hoje nós vamos falar do filme do momento, ganhador de 7 Globos de Ouro, uma das maiores apostas para o Oscar desse ano e um filme que eu estava super ansiosa pra assistir! Eu tinha ouvido falar dele em setembro/outubro do ano passado, nem imaginava que ele seria tão conceitado, e quando os borburinhos começaram eu fique surpresa e ainda mais ansiosa pra ver, principalmente quando as reviews começaram a chegar (o filme foi lançado em 9 de dezembro no Estados Unidos), e elas davam a entender que o final não era dos mais felizes, e é verdade, se você só gosta de filmes em que o casal fica junto no final, esse não é o filme pra você, mas já digo que isso não impede o filme e o final de serem lindos e deslumbrantes.



Mia é uma jovem atriz tentando ganhar fama em Hollywood, mas enquanto isso não acontece ela trabalha em um café em um dos estúdios e divide o apartamento com outras garotas também tentando ganhar a vida e ser atrizes. Ela tenta várias audições para séries, nunca é escolhida, e está sempre na esperança de ser descoberta. É assim que ela conhece Sebastian, um pianista que quer salvar o Jazz criando um bar onde a música pode ser livre, mas enquanto isso ele tem que fazer bicos para viver.



Os dois se conhecem por causa da música, e a música está sempre presente em sua relação deles, não só por ser um musical, mas pela vida do Sebastian ser música, e ele aos poucos vai mostrando isso pra Mia, a beleza da música e da vida e dos sonhos. Com o tempo o relacionamento deles vai evoluindo, eles vão morar juntos, e Sebastian começa a incentivar a Mia a seguir o sonho dela, a escrever a própria peça e e a atuar; enquanto isso, depois de ouvir uma ligação telefônica entre Mia e a mãe dela, ele resolve entrar numa "banda de Jazz" meio eletrônica que faz uma música super comercial, mas ganha muito bem e faz uma turnê bem grande pelo país, se distanciando cada vez mais de seu sonho.



A partir daí nós entramos numa jornada linda que fala sobre a importância do amor, de seguir seus sonhos, da felicidade, e que tudo acontece na hora certa, mesmo que seja da forma mais inesperada possível. Não é atoa que o filme vem gerando tantas criticas boas, ele conseguiu juntar ótimas atuações, um enredo sensacional que faz o telespectador pensar e sentir tanta coisa ao mesmo tempo, efeitos maravilhosos, um sentimento muito atemporal (eu jurava que o filme se passava nos anos 40 antes de ver, mas aparentemente é no dia de hoje), e claro, as músicas! Todas as músicas foram maravilhosa, o filme conseguiu ser um musical sem passar um sentimento de "ISSO É UM MUSICAL" que conseguiu agradar a vários públicos (apesar de eu amar musicais de qualquer forma), e cada música faz o filme ser cada vez melhor e melhor, e o melhor de tudo é que o trilha sonora está toda disponível no Spotify:



Ryan Gosling e Emma Stone fizeram um trabalho maravilhoso no filme, a Mia da Emma foi uma personagem que retratou uma personagem que seria perfeitamente real em Hollywood ou até mesmo num Projac da vida, e os conflitos vividos por Sebastian eram conflitos muito reais, sobre as dificuldades entre seguir seu sonho e desistir pra algo mais fácil e seguro, algo que o Ryan soube demostrar muito bem, e eu fiquei super surpresa com o quão bem os dois cantam. O filme conseguiu ser mágico, filosófico, inspirador, cheio de reviravoltas inesperadas, e eu particularmente sai do cinema me sentindo cheia de algo novo e bom; o final não chega a ser triste de uma forma "vou chorar meus olhos pra fora" mas ele é triste porque ele é tão real, tão possível de acontecer, não necessariamente com uma atriz e um pianista, mas com qualquer um, porque essa é a vida, surpreendente e que nem sempre te leva pra onde você espera, do jeito que você quer e com as pessoas que você imaginou ao seu lado, mas isso não faz dela menos feliz ou certa ou  perfeita em sua própria forma. Se prepare para um filme que vai ficar na história.

Veja o trailer:

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