sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Crítica de Cinema: Estrelas Além do Tempo

Título: Estrelas Além do Tempo
Título Original: Hidden Figures
Atores Principais: Tarah Henson, Octavia Spencer, Janelle Mone
Gênero: Drama
Direção: Theodore Melfi
Duração: 2h07min
Lançamento: 26 de janeiro de 2017
País: Estados Unidos
Avaliação: 

Sinopse: 1961. Em plena Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética disputam a supremacia na corrida espacial ao mesmo tempo em que a sociedade norte-americana lida com uma profunda cisão racial, entre brancos e negros. Tal situação é refletida também na NASA, onde um grupo de funcionárias negras é obrigada a trabalhar a parte. É lá que estão Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughan (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe), grandes amigas que, além de provar sua competência dia após dia, precisam lidar com o preconceito arraigado para que consigam ascender na hierarquia da NASA.

Crítica: As indicações ao Oscar foram reveladas essa semana, e como nos últimos 4 anos eu acompanhei e to super animada pra assistir os filmes concorrentes que eu ainda não assisti, por isso nesse próximo mês o blog vai estar cheio deles. E o primeiro que eu resolvi ver não podia ser outro que esse filme maravilhoso, cheio de mulheres fortes e que mudaram o mundo.



Estrelas Além do Tempo conta a história real de três mulheres negras que lutaram contra o sistema e revolucionaram seus campos durante a Guerra Fria. Apesar de contar a história das três, a que tem mais destaque ao longo da trama é Katherine Johnson, uma física e matemática brilhante que foi chamada da parte da NASA separada para mulheres negras para trabalhar no grupo que estava preparando os cálculos para mandar o primeiro homem para dar a volta em torno da Terra. Ela não simplesmente enfrenta o racismo, mas também o machismo, com homens achando que ela é a faxineira, e ela tendo que andar 40 minutos só pra conseguir ir ao banheiro, pois o banheiro feminino para negras mais perto ficava no prédio onde ela trabalhava antes. Ela tem que enfrentar os colegas de trabalho que não a escutam e não deixam que ela nem mesmo uso a mesma cafeteira que eles, e se provar todo dia até ser notada pelo chefe da operação e virar peça chave para conseguirem mandar John Glenn para o espaço, mas para isso ela teve que mudar totalmente o sistema que a cercava, fazendo que a deixassem assistir reuniões que nem civis poderiam ver, e fazendo seu chefe praticamente acabar com as separações por cor dentro dos prédios da NASA.



Já Dorothy Vaughan foi a primeira mulher negra a ser supervisora de uma equipe na NASA, e para isso ela teve que lutar muito, muitas vezes com mulheres brancas que achava que as mulheres negras deveriam estar agradecidas por simplesmente já terem um trabalho, teve que sempre estar um passo a frente para que ela e suas garotas não fossem consideradas obsoletas já que foi uma época de grande avanços tecnológicos e a elas sentiam que a qualquer momento elas poderiam ser demitidas. Mary Johnson era um engenheira e, ao contrário de suas companheiras, ela tinha apoio de seus colegas que até mesmo a incentivavam a se candidatar a um cargo mais alto, mas as leis da NASA da época só deixava que se inscrevessem quem tivesse cursos de extensão de engenharia em uma escola onde somente brancos podiam frequentar, e ela então entrou na justiça e convenceu o juiz que ela pudesse ir as aulas. 



As três mulheres lutam pra se afirmar profissionalmente e serem respeitadas pelas excelente profissionais que são, e ainda tem que lutar pelo apoio em casa, com o marido de Mary sendo a primeira vista contra ela lutar para poder ir a uma escola para brancos, e Katherine, que é uma viuvá com 3 filhas, ouvindo a descrença de seu interesse amoroso ao descobrir que o governo contratava mulheres como matematicas. Tarah Henson, Octavia Spencer e Janelle Mone foram deslumbrantes em seus papéis, passando de forma perfeita as emoções que pessoas na situações que se passam no filme, e seus coadjuvantes, Kirsten Dunst, Kevin Costner e Jim Parson não chegaram a surpreender em suas performances, mas conseguiram segurar a importância de cada um de seus papéis, enquanto Glen Powell, apesar de fazer só uma participação relativamente pequena, conseguiu passar a energia necessária de seu personagem.


Indicado ao Oscar de melhor filme, melhor roteiro adaptado e melhor atriz coadjuvante para Octavia Spencer, Estrelas Além do Tempo é um história real comovente, interessante e que deve ser vista e refletida por todos, principalmente em tempos intolerantes como o que nós vivemos. Foi um filme muito emocionante, em que a grande estrela foi a força dessas mulheres reais, que conquistaram seus caminhos apesar de toda adversidade da época, mas não chegou a ser uma grande obra técnica do cinema, como pode se ver pela poucas indicações, mas com certeza merece a estatueta de melhor roteiro adaptado, e vou torcer muito pra ele nessa categoria.

Veja o trailer:

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